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A RETOMADA DAS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS ENTRE ESTADOS UNIDOS E CUBA

O ano de 2014 chegou ao fim com uma notícia surpreendente para grande parte do mundo: Estados Unidos e Cuba anunciaram a retomada das relações diplomáticas interrompidas desde 1961. Após mais de meia década, os dois países conversam agora para que sejam reabertas as embaixadas e negociados acordos para assuntos como imigração, narcóticos, proteção ambiental e tráfico de seres humanos.

A retomada das negociações entre os dois países aconteceu após encontros secretos entre representantes cubanos e norte-americanos e a participação fundamental do papa Francisco, exultado pelos dois mandatários, Barack Obama e Raul Castro. Além da reabertura das embaixadas, também foi acordada a ampliação das viagens de cidadãos norte-americanos para a ilha caribenha, bem como o aumento do comércio de alguns produtos e dos valores de envio de dinheiro para cidadãos cubanos.

O acordo foi marcado também pelas críticas e comemorações de ambos os lados. Nos Estados Unidos, os imigrantes cubanos acusam Obama de traição e de ter se rendido à ditadura dos irmãos Castro, enquanto ex-presidentes, como Jimmy Carter, exultam a retomada das relações com o antigo desafeto. Já em Cuba, o silêncio de Fidel Castro deixa no ar uma dúvida sobre o seu contentamento com o acordo feito pelo irmão, embora a população cubana tenha festejado a histórica reaproximação.


Futuro nas mãos do Congresso norte-americano

Ainda que a retomada das relações diplomáticas seja um importante passo, o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos em 1962 só pode ser revogado pelo congresso norte-americano. Barack Obama vai precisar de muita força política para convencer os congressistas a votarem pelo fim do embargo, pois estes temem perder o apoio da comunidade latina, importante curral eleitoral que cresce em força e votos no país eleição após eleição.

De qualquer forma, Barack Obama considera que o acordo com Cuba marca o fim de uma política antiquada realizada pelos Estados Unidos e que teria, segundo ele próprio, surtido pouco efeito na ditadura cubana. Ou seja, a impressão que dá é que Obama espera inundar Cuba com a cultura e os produtos norte-americanos e, assim, conseguir o que os seus antecessores não conseguiram: por fim à ditadura dos Castros na ilha caribenha.

Pelo lado cubano, o acordo é mais um passo dado por Raul Castro na tentativa de abrir a ilha para o comércio internacional, algo como a China tem feito com sucesso nos últimos anos. Entretanto, o país nem de longe tem a infraestrutura e a pujança chinesas, o que pode limitar, e muito, o seu voo econômico. A favor dos cubanos está um sistema de saúde e educação de qualidade, o que leva a crer na existência de uma mão de obra que possa contribuir bastante para a retomada econômica nacional. Resta agora saber se o congresso norte-americano terá a mesma coragem demonstrada por Obama.


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