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REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

Não apenas pelo período colonial, a história política e econômica de Brasil e Portugal traz muitas semelhanças. Uma delas é o longo período em que as duas nações viveram pelo jugo da ditadura ao longo do século XX. Tal qual o Brasil, Portugal também teve o seu período de ausência de democracia, período este liderado pelo professor de finanças Antonio de Oliveira Salazar e que teve fim em 1974.

No último dia 25 de abril, fez 40 anos do fim desse período negro da história portuguesa. Em meio à lenta recuperação da crise financeira que assola Portugal desde 2008, os portugueses festejaram em todo o país o aniversário da Revolução dos Cravos. Além de comemorar a democracia, o povo celebrou a revolução pacífica que, sem um tiro, pôs fim ao governo do ditador Marcello Caetano, que substituíra Salazar em 1968 após a sua morte.

O nome Revolução dos Cravos foi inspirado pela flor, distribuída pela população portuguesa naquele 25 de abril aos soldados que estavam nas ruas. Em uma forma de adesão, os militares colocaram os cravos recebidos nos canos das suas espingardas, marcando para sempre essa data, conhecida como o Dia da Liberdade em Portugal.



Crise política como estopim

Como acontece em grande parte dos estados de exceção, o golpe militar de 1926 teve como estopim um período de instabilidade política em Portugal. Ao longo de toda a Primeira República Portuguesa, entre 1910 e 1926, diversos governos se alternaram sem sucesso, com esse ritmo se intensificando na década de 20, quando 26 ministérios se sucederam, ampliando a instabilidade no país.

Naturalmente, os militares que tomaram o poder em Portugal prometeram trazer a ordem de volta ao país. Entretanto, o que se viu no início foi uma sucessiva troca de poderes até a chegada de Antonio de Oliveira Salazar, então Ministro das Finanças, ao comando em 1932. Desde então, Salazar guiou Portugal no período denominado Estado Novo com uma política isolacionista que, embora flertasse com o fascismo italiano, se mostrou neutra ao longo da Segunda Guerra Mundial.

Tal qual as ditaduras latino-americanas, o Salazarismo também perseguiu seus opositores, tirando não apenas sua liberdade de expressão, mas também, em muitos casos, a vida. A política de mão de ferro salazarista não se limitava apenas à Península Ibérica e se estendia às colônias portuguesas na África, com direito a guerras coloniais em Angola, Moçambique e Guiné.

Anos mais tarde, essa política colonialista seria um dos alvos dos opositores do regime no país e da opinião pública internacional, que acusava Portugal de dar às costas ao movimento de descolonização que crescia na África naquele período. Com tantos problemas internos e externos, a oposição foi crescendo silenciosamente em Portugal até o dia 25 de abril de 1974, quando um grupo de militares se organizou e pôs fim ao regime.

Apesar dos problemas econômicos vividos pelos portugueses nos dias atuais, o momento deve ser de festa no país. Uma festa pela democracia, único instrumento capaz de garantir um ambiente próprio para o bem viver de uma sociedade. Por mais que haja crise, seja ela política ou econômica, o ambiente democrático é o único terreno fértil para o crescimento de qualquer sociedade e deve ser defendido com vigor, sob pena de retrocesso político e social.


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