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CRIANÇAS VÍTIMAS DO TERROR

O mundo vive uma guerra sem movimentação de exércitos, mas com muita violência e horror. Ao contrário dos confrontos conhecidos até então, as batalhas não são estimuladas por países, mas por grupos rebeldes que se dizem guardiães de alguma causa, seja esta religiosa, social ou econômica. Apesar da mudança nessa guerra moderna, um ponto se mantém imutável: o prejuízo sofrido pela sociedade civil e, principalmente, pelas crianças.

Apesar de o mundo ainda estar em choque com o atentado direcionado à sede do jornal Charlie Hebdo, em Paris, o ataque mais cruel recentemente direcionado por grupos terroristas aconteceu no Paquistão. No final de 2014, os Talibãs atacaram uma escola para filhos de militares em Peshawar matando quase 150 pessoas, grande parte delas crianças e adolescentes.

Por si só, um ataque a um alvo civil já seria algo completamente condenável, pois ali estão pessoas indefesas e que nada têm a ver com qualquer tipo de confronto. Quando esse alvo está repleto de crianças, esse ataque se torna abominável, e monstruoso, mostrando até onde pode ir a crueldade do ser humano.

A situação chegou em um limite tal, que até a Al Qaeda, grupo terrorista responsável pelos ataques de 2001 em Nova Iorque, assinou um comunicado lamentando o ataque! Sim, porque até a Al Qaeda consegue distinguir que, apesar das divergências, não se deve apontar uma arma contra uma criança, ainda mais contra uma escola inteira.

Vítimas não apenas das bombas

Entretanto, as crianças não são apenas vítimas das bombas atiradas a esmo por grupos que se dizem defensores de Deus. Em regiões de forte participação de milícias e grupos terroristas é cada vez mais comum o alistamento de crianças e adolescentes.No lugar da bola de futebol e dos carrinhos, jovens que mal saíram da barra das saias das mães carregam fuzis e treinam tiro em países da África e do Oriente Médio, ou mesmo em favelas no Rio de Janeiro e em São Paulo.


Neste caso, em vez da morte cruel e instantânea causada por uma bomba, o que se vê é uma morte lenta e tão cruel quanto, causada pelo fim da inocência juvenil e o encrudecimento do ódio, da violência e da raiva. Afinal, o que se pode esperar de uma criança com não mais de 10 anos capaz de executar dois homens, como visto em um vídeo divulgado recentemente pelo Estado Islâmico? Além de ter perdido o melhor da sua juventude, essa criança não terá mais do que uma ou duas dezenas de anos de vida, até ser executada por algum grupo rival.

Como dito anteriormente, ainda que o Brasil não esteja em guerra e não seja alvo de algum grupo terrorista, a morte precoce de crianças vítimas da violência também é uma realidade no País. Frágeis e sem contar com uma educação de qualidade e o apoio das suas famílias, esses jovens acabam seduzidos pelo dinheiro fácil e o falso glamour de ser alguém no seu território. Assim como na África e no Oriente Médio, o destino acaba sendo o mesmo, a "vala" em alguma favela, após ser alvejado por algum grupo rival ou pela polícia local.

Matar crianças é uma crueldade sem tamanho, mas alijá-las da infância e de um futuro promissor é tão cruel quanto isso. Pode ser lugar comum, mas as crianças são, de fato, o futuro da humanidade. Matá-las, seja agora ou um pouco depois, é acabar com a possibilidade de mudanças e um futuro melhor. Cabe a todos garantir que o melhor seja dado às crianças para, quem sabe, existir a possibilidade de, em um futuro ainda distante, o mundo ser mais justo e pacífico.


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